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Mostrando postagens de fevereiro, 2023

Teatro Imagem

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No Teatro Imagem, o educando pode expressar-se corporalmente, ampliando sua capacidade de comunicação. Historicamente, somos educados para que nos expressemos essencialmente através das palavras e, paralelamente a isso, que mantenhamos o corpo disciplinado, rígido, dentro de um padrão que é facilmente identificado, por exemplo, numa sala de aula (FOUCAULT, 2004). O Teatro Imagem consiste, grosso modo, em apresentarmos as situações de opressão através do corpo sem o uso de palavras. Há exercícios para que cada um(a) possa desenvolver de forma individual, depois em duplas e, posteriormente, representar objetos ou situações envolvendo pessoas, como se fossem esculturas, ou fotografias (BOAL, 1998). O Teatro Imagem foca-se nas linguagens não verbais a fim de comunicar-se. A partir da leitura da linguagem corporal, busca-se a compreensão dos fatos representados na imagem, sendo esta, uma realidade existente e/ou vivenciada. Os participantes são levados a pensar com imagens, a deba...

Teatro Jornal

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Inspirado nas diferentes manifestações de teatro engajado, Boal, junto com o Teatro de Arena, criou técnicas a partir da leitura de jornais, o que já era chamado de Teatro Jornal ou Teatro Vivo1 , mais uma prática de Agit-Prop reproduzida nos Estados Unidos e União Soviética. Tendo como base esse ponto, Boal tenta distinguir sua prática das outras vertentes do teatro popular, defendendo um teatro produzido segundo o ponto de vista do próprio povo. Para ele havia uma diferença intrínseca entre o teatro feito para o oprimido e aquele feito pelo oprimido. Boal indica o Teatro Jornal como “uma nova categoria de teatro popular. [...] Nela, o próprio povo faz o espetáculo [...] o povo fabrica e consome teatro.” (1979, p.42). Não só o Teatro Jornal, mas todo o trabalho de Boal sofre influência de outros grupos de teatro engajado, como o grupo norte americano The Living News-paper da década de 1930 (BOAL, 1967, p.25). A primeira, Teatro Jornal. Seria ingenuidade pensar em liberdade jornalí...

Entrevista com Silvia Paes, Curinga do Teatro do Oprimido de Boal

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  Silvia Paes é Atriz e Mestre em Artes formada pela Universidade de Brasília - UnB. Licenciada em Educação Artística com Habilitação em Artes Cênicas, pós-graduada em Direção Teatral pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes - FADM, no qual lecionou e assumiu a Direção Acadêmica (2016 a 2018). É Curinga de Teatro do Oprimido e professora-tutora da Licenciatura em Teatro da UAB/UnB. Integra o corpo docente da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal. Trabalhou como consultora do Ministério da Educação e da Secretaria de Segurança Pública do DF em Teatro do Oprimido e como analista de projetos culturais da Lei Rouanet no Ministério da Cultura. A seguir a entrevista com Silvia Paes Larissa Silvestre:  Como está sendo a experiência de dar aula na UnB? É muito diferente em relação às aulas que você ministrava no Dulcina? Silvia Paes:  Está sendo um desafio belo e muito promissor. Digo isso porque sou filha da casa e, claro, estou realizando um sonho de voltar ao d...