Teatro Fórum
Em 1973 Boal começa a desenvolver o Teatro Fórum, no Peru. Nele, o participante intervém na cena, substituindo um dos atores e modificando o curso da ação no sentido do que considera mais correto ou mais desejável.
O texto inicial deve apresentar claramente os personagens, identificá-los e identificar sua ideologia, revelada através da expressão corporal dos atores. Estes devem realizar atividades significativas com gestos marcados. Cada gesto e movimento deve ter uma razão de ser. Isso é importante para que, quando o ator for substituído, o espectador não apenas fale, mas atue.
Os participantes devem ser estimulados não apenas a verbalizar seus pensamentos, mas a fazê-lo de forma teatral e criativa, utilizando recursos como música, dança, linguagens simbólicas e metafóricas.
Na sessão de teatro-fórum, a clareza do Curinga deve ajudar o público a passar de uma compreensão conjuntural de problemas para uma visão estrutural através de questionamentos, onde são feitas tentativas para encontrar soluções mais abrangentes. Do que acontece uma vez ao que acontece sempre.
Referência bibliográfica:
BOAL, Augusto. A estética do oprimido. Rio de Janeiro: Editora Garamond LTDA, 2009.
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